Visão Geral e Benefícios

Versão 4

    Ensinando as habilidades exigidas no século XXI
    No século XXI, com a sofisticação e a disponibilidade da tecnologia, as pessoas têm um número quase infinito de oportunidades de participação em suas comunidades, bem como em atividades de entretenimento e lazer. Hoje em dia, nos locais de trabalho, os computadores assumiram as tarefas rotineiras, e uma quantidade bem maior de funcionários dedica-se a tarefas que exigem deles flexibilidade e capacidade de resolver problemas.


    Para que os alunos de hoje tenham sucesso nesse ambiente, as escolas devem ensinar  habilidades  exigidas no século XXI, tais como:  raciocínio crítico, solução de problemas, colaboração, uso da tecnologia, autonomia e comunicação.


    A avaliação pode fornecer outras informações além do conhecimento ou do desempenho do aluno ao final de uma unidade. Conheça os diversos objetivos da avaliação.


    Nas aulas tradicionais, a avaliação dos alunos geralmente se restringe a provas, trabalhos e apresentações orais. Conheça os diversos tipos de avaliação.


    Uma pesquisa sugere que os alunos se beneficiam muito com o aprendizado proporcionado por aulas em que a avaliação é contínua e ininterrupta. Conheça os benefícios da avaliação formativa.


    Pode ser difícil determinar como e quando os alunos estão usando capacitações cognitivas da mais alta ordem, criatividade, solução de problemas e metacognição. Conheça maneiras de avaliar o raciocínio.


    O uso da avaliação formativa é uma ferramenta poderosa para aprimorar o aprendizado do aluno, mas ela não ocorre no vácuo. Conheça os componentes necessários para fazer uma avaliação bem-sucedida em sua escola.


    Benefícios da Avaliação de Projetos
    A Avaliação de Projetos pode ajudar você a avaliar as habilidades exigidas no século XXI.

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    Recursos de Avaliação

    Referências

    Sites de avaliação



    Avaliação do Raciocínio


    Avaliação para aprimorar o raciocínio do aluno
    Em várias salas de aula, o raciocínio dos alunos é avaliado somente com base nos produtos desse raciocínio. No caso de perguntas de múltipla escolha ou verdadeiro e falso, acreditávamos que, como os alunos deram a resposta certa, eles usaram boas estratégias de raciocínio. Agora sabemos que nem sempre isso acontece. O desafio, é claro, é saber como abrir uma janela em um processo que ocorre basicamente dentro do cérebro. Felizmente, muitos processos de raciocínio deixam rastros que não só ajudam o professor a entender como o aluno raciocina, mas que também ajudam os alunos a evoluir como aprendizes pensantes. Ao analisar os artefatos de raciocínio dos alunos, como debates, organizadores gráficos e anotações, os professores podem aprender muito sobre os processos de raciocínio de seus alunos e usar essas informações para tomar boas decisões sobre a orientação individual e do grupo.


    Andrade (1999) fornece as diretrizes a seguir para ajudar os educadores a ensinar e avaliar as capacidades cognitivas da mais alta ordem dos alunos:


    • Explicar aos alunos quais tipos de raciocínio você espera deles.
    • Discutir freqüentemente e dar exemplos de como seria um bom raciocínio em projetos e conteúdos diferentes.
    • Pedir a contribuição dos alunos na elaboração de critérios e padrões que você usará para avaliar o raciocínio deles.
    • Dar aos alunos uma idéia do tipo de avaliação que seria mais apropriado para projetos e unidades de estudo diferentes.
    • Dar aos alunos orientação e prática para fazerem sua auto-avaliação com as ferramentas que você usará.
    • Avaliar os processos de raciocínio além dos produtos do raciocínio.
    • Fazer muitos comentários aos alunos sobre seu raciocínio e dar oportunidade para que eles façam comentários entre si.

     

    A avaliação de qualquer capacidade cognitiva da mais alta ordem requer planejamento e orientação cuidadosos. Primeiro, é preciso ensinar os alunos como utilizar a capacidade desenvolvida através do ensino explícito e da prática constante. A proficiência em uma capacidade cognitiva pode ser avaliada de diversas formas, por meio de atividades e estratégias, até mesmo exercícios com papel e lápis, bem como pela observação.


    No entanto, a verdadeira prova para saber se os alunos assimilaram ou não as capacidades cognitivas que foram ensinadas é verificar se eles as usam de forma espontânea e independente em situações que se fazem necessárias. Para avaliar o raciocínio nesse contexto, os professores devem planejar atividades de aprendizado que requerem capacidades cognitivas da mais alta ordem específicas para serem concluídas com êxito. Tendo em mente essas capacidades necessárias, os professores podem então analisar as tarefas escritas e os registros de aprendizado e observar a interação em pequenos e grandes grupos, buscando evidências das capacidades desejadas. Assim que os alunos tornam seu raciocínio visível por meio da escrita ou oralmente, palavras-chave ou perguntas indicam capacidades cognitivas diferentes e oferecem aos professores evidências de que os alunos estão usando-as com independência e eficiência.


    Se os professores perceberem que os alunos não são capazes de pensar crítica ou criativamente, resolver problemas ou refletir sobre o próprio aprendizado, então eles precisam de mais orientação. Se, por outro lado, os alunos são capazes de usar a cognição da mais alta ordem, mas não estão optando por exercê-la a menos que seu uso seja explicitamente solicitado, pode ser preciso entender melhor como e quando eles empregam as capacidades ou reconhecer seu valor e sua importância. Os professores podem oferecer mais acompanhamento durante tarefas que requeiram capacidades cognitivas complexas e atividades de engenharia que ajudem os alunos a ver o valor desse tipo de raciocínio.


    Os professores não podem esperar que seus alunos usem capacidades cognitivas da mais alta ordem depois de apenas uma aula e nem mesmo depois de cinco aulas. Essas capacidades devem ser reforçadas e avaliadas constantemente durante o ano em diversos contextos. Nas salas de aula em que a cognição da mais alta ordem é valorizada, pensar sobre o raciocínio faz parte de todos conteúdos  e lições. Não existe “Bom, agora vamos fazer nossa lição de raciocínio”. Em vez disso, há o “Agora vamos raciocinar cientificamente” e o “Agora vamos pensar como autores”.


    Avaliando o raciocínio em projetos

    Avaliação do raciocínio crítico

    Avaliação da criatividade

    Avaliação da resolução de problemas

    Avaliação da metacognição



    Avaliação Formativa


    O que as pesquisas dizem sobre a avaliação formativa
    Incorporar a avaliação formativa ao ensino é um desafio tanto para professores quanto para alunos. Será que vale a pena? Pesquisas apontam a resposta definitiva: sim, vale a pena.


    Em 1998, Black e Wiliam analisaram 21 pesquisas e cerca de 580 artigos ou capítulos que tratavam do impacto da avaliação formativa nas conquistas do aluno. Eles descobriram que as "inovações que incluem o reforço da prática da avaliação formativa produzem ganhos consideráveis e, geralmente, substanciais de aprendizado" (p. 9). Em sua análise, descobriram um efeito da ordem de 0,4 e 0,7, um número que supera o impacto da maioria das intervenções educacionais.


    Stiggins (2004) confirmou sua tese ao concluir que uma avaliação eficiente na sala de aula pode ter o impacto de um aumento de um desvio padrão completo nas notas das provas dos alunos, um resultado comparável com aqueles obtidos através de  orientação individual. Embora a avaliação formativa melhore o aprendizado de todos os alunos, do jardim de infância à faculdade (Black et al., 2003), estudos revelam que alunos com histórico de notas ruins e que precisam de ajuda extra são os mais beneficiados (Black & Wiliam, 1998).


    Contudo, a avaliação formativa por si só não melhora o aprendizado do aluno, da mesma forma que pesar um porco não o faz engordar. Os alunos evoluem como aprendizes quando as informações coletadas com as avaliações formativas são utilizadas de maneira construtiva com o intuito de atender a suas necessidades individuais e os ajudar a se tornar aprendizes independentes.


    Hoje, cada aluno que chega à sala de aula traz uma bagagem diferente e uma grande variedade de capacidades e interesses. A avaliação formativa ajuda os professores a atender às necessidades individuais de seus alunos por meio de um ensino diferenciado.


    Para se ter sucesso no século XXI, é fundamental o desenvolvimento das habilidades necessárias para se adquirir um aprendizado duradouro. Ao empregar estrategicamente as avaliações formativas, os alunos desenvolvem capacidades para se tornarem aprendizes auto-suficientes.


    Ensino diferenciado

    Atendendo às necessidades dos alunos

    Desenvolvendo aprendizes auto-suficientes


    Estudos de caso com diferenciais

    Estudo de caso dos primeiros anos do ensino fundamental

    Estudo de caso dos últimos anos do ensino fundamental

    Estudo de caso do ensino médio



    Objetivos da Avaliação


    Avaliação contínua
    Os professores estão constantemente coletando informações formais e informais sobre o que e como seus alunos aprendem. Eles corrigem provas e tarefas dos alunos, ouvem atividades em pequenos grupos e observam os alunos envolvidos em atividades estruturadas e não-estruturadas. Usam essas informações com diversos objetivos, desde comunicar aos pais até satisfazer padrões e referências. No entanto, quando os professores coletam sistematicamente os tipos certos de informação e os usam com eficiência, podem ajudar os alunos a se desenvolverem como pensadores e aprendizes.


    Em alguns contextos, os termos avaliação e conceito são intercambiáveis. Aqui, usamos o termo “avaliação” para nos referirmos especificamente a todos os tipos de métodos e estratégias que fornecem informações sobre o aprendizado de um aluno. A avaliação formativa permite aos aprendizes conhecer o seu rendimento durante o processo de aprendizado. A avaliação somativa é realizada ao final de uma unidade ou de um projeto e oferece a alunos e professores informações sobre as capacidades e o conhecimento que os alunos adquiriram.


    O uso de uma variedade maior de avaliações contínuas durante o ciclo de ensino pode fornecer informações muito mais valiosas, tanto para os professores como para os alunos. A avaliação formativa serve para:


    • Incentivar a autonomia e a colaboração
    • Fornecer um diagnóstico ao professor e ao aluno
    • Monitorar o progresso
    • Verificar o entendimento e estimular a metacognição
    • Demonstrar entendimento e aprendizagem
    • Estabelecer o nível de conhecimento prévio e de preparação dos alunos

     

    Num sentido mais abrangente, o objetivo da avaliação é fornecer aos professores as informações necessárias para que eles ofereçam um ensino de qualidade. A avaliação incorporada e contínua está no cerne do ensino com trabalho com projeto e é uma maneira de os alunos mostrarem o que sabem e descobrem de várias formas. Com a avaliação incorporada durante toda a unidade de ensino, os professores conhecem melhor as necessidades dos alunos e podem ajustar o ensino em prol das conquistas dos mesmos. McMillan (2000 pg.?) explica "quando a avaliação é incorporada ao ensino, ela informa aos professores quais atividades e tarefas serão mais úteis, qual nível de ensino é o mais apropriado e como as avaliações somativas revelam dados diagnósticos".


    Avaliação durante o Ciclo de Aprendizado
    A avaliação eficiente é contínua e ininterrupta.

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    Avaliação bem-sucedida


    Colocando em prática na sua escola
    A integração eficaz de diversos tipos de avaliação às atividades diárias da sala de aula “pode produzir realmente mudanças profundas no papel dos alunos como aprendizes e no papel dos professores no desenvolvimento da capacidade de aprender dos alunos” (Black et al., 2003, p. 102-3).


    Paul Black e seus colegas trabalharam com professores em duas escolas de ensino médio inglesas por dois anos na inclusão da avaliação formativa em seu ensino em um programa chamado King's-Medway-Oxfordshire Formative Assessment Project ou projeto KMOFAP. Ao final do projeto, os pesquisadores se perguntaram se seria possível “introduzir a avaliação formativa sem causar uma mudança radical na pedagogia empregada na sala de aula pois, por sua natureza, esse tipo de avaliação é um componente essencial do aprendizado em sala de aula” (p. 7).


    Esses pesquisadores descobriram que uma conseqüência natural do uso contínuo da avaliação formativa é a mudança para uma sala de aula onde os alunos não só recebem informações regulares e úteis sobre o progresso de seu aprendizado, como também estão ativamente envolvidos nas atividades que os ajudam a transformar o conhecimento e as capacidades em um aprendizado que faz sentido para eles em particular. A avaliação formativa é apenas um dos componentes de uma aula centrada no aluno.


    Os professores que foram educados como alunos na concepção de ensino tradicional e que aprenderam a lecionar em um ambiente onde a avaliação resumia-se a exames finais e trabalhos têm menos chances de terem as capacidades e as informações necessárias para usar a avaliação formativa de maneira eficiente. O desenvolvimento profissional sobre os tópicos principais é crucial para seu sucesso.


    Os professores não ensinam em um vácuo. Estão cercados de instalações, administradores, culturas da comunidade, materiais e colegas- professores. O uso eficiente da avaliação formativa e a criação de culturas de aula centradas no aluno requerem sólido suporte e liderança em todos os níveis.


    Problemas da implementação na escola inteira

    Aula centrada no aluno

    Desenvolvimento profissional

    Liderança


    Cenários de aula
    Nas salas de aula onde a avaliação é integrada ao ensino, os alunos estão no centro do processo de aprendizado.

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    Tipos de Avaliação


    Avaliação de formas diferentes
    Hoje em dia, a avaliação é uma prática comum nas salas de aula. Geralmente, é realizada de forma previsível, em formatos tradicionais. No entanto, existe uma grande variedade de opções de avaliação para satisfazer as necessidades de ensino dos professores e de aprendizado dos alunos.


    Avaliação formativa
    Ainda que as provas e os exames não desapareçam das escolas, o aprendizado do aluno pode ser bastante aprimorado quando as informações de vários tipos de avaliações são usadas como respaldo do ensino, para apresentar comentários e avaliar produtos e desempenho. O tipo de avaliação que ocorre antes e depois de uma unidade de estudo é chamada avaliação formativa.


    Muitas estratégias de avaliação formativa oferecem a alunos e professores os tipos de informação necessários ao aprimoramento do aprendizado:


    1. Estratégias para definir as necessidades dos alunos, como examinar o trabalho do aluno, analisar organizadores gráficos e realizar debates
    2. Estratégias para estimular a autonomia, como auto-avaliação, comentários dos colegas e agrupamento cooperativo
    3. Estratégias para monitorar o progresso, como observações informais, anotações circunstanciais e registros de aprendizado
    4. Estratégias para verificar o entendimento, como diários, entrevistas e questionamento informal

     

    Avaliação somativa
    Enquanto as avaliações formativas oferecem a alunos e professores informações sobre o rendimento de seu trabalho nos projetos, em algum momento, a maioria dos professores precisa reportar-se  ao que o aluno aprendeu ao final de uma unidade específica ou de um projeto em particular. Os alunos também querem, e precisam, saber como foi seu desempenho. Esse tipo de avaliação, realizada após o fato, é chamada de avaliação somativa.


    As avaliações somativas, como as provas ao fim de uma unidade, contêm informações úteis aos professores e alunos e requer que reservem um tempo para analisá-las. Os professores podem detectar falhas que devem ser corrigidas nas próximas unidades e nos grupos de alunos futuros. Os alunos podem identificar áreas problemáticas e estabelecer metas de aprendizado futuro.


    Cenários de avaliação
    Compare as experiências dos alunos em duas turmas diferentes, uma com avaliação tradicional e outra com avaliação contínua e ininterrupta.

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    Tópicos especiais sobre avaliação

    Validade e confiabilidade

    Avaliação de desempenho

    Provas exigentes